
Nome Oficial: República del Paraguay / Têta Paraguái (República do Paraguai)
Capital do Paraguai: Assunção
Área: 406.750 km² (58º maior)
População: 5,734 milhões (2002)
Idiomas Oficiais: Espanhol, Guarani
Moeda: Guarani
Nacionalidade: ParaguaiaPrincipal
Cidade: Assunção, Ciudad del Este, San Lorenzo
mapa do paraguay

populaçao
O Paraguai tinha, em julho 2007, aproximadamente 6.669.086 habitantes, com uma densidade demográfica de 15 hab/km² (uma das mais baixas da América do Sul). 65% da população são mestiços (descendentes de espanhóis e de índios), 31% são brancos, 3% são ameríndios e 1% é o número de asiáticos (oriundos da China, Japão e Taiwan). Além de espanhóis, também há descendentes de alemães (na maioria dos casos menonitas) e italianos. A maioria mestiça tende a uma cultura européia, por isso a parcela indígena da população tem dificuldades em manter sua identidade. Os indígenas estão agrupados em seis famílias, são elas: tupi-guaranis (a maioria), maskoy, matacomaraguaio, zamuco, toba-guaicurú e guarani ocidental.A distribuição da população por idades acontece da seguinte maneira: 0-14 anos - 37,2% (1.262.408 homens e 1.220.809 mulheres), 15 – 64 anos – 57,7% (1.933.559 homens e 1.915.033 mulheres) e 65 anos ou mais – 5,1 % (155.660 homens e 181.617 mulheres). A taxa anual de crescimento é 2,416%, a de natalidade é de 28,77 em cada 1000 habitantes e a taxa de fertilidade é de 3,84 crianças por mulher. A expectativa de vida para os homens é de 73 anos e de 78 anos para as mulheres (segundo estimativas de 2008). O IDH (índice de desenvolvimento humano) é 0,757 e ocupa a nonagésima primeira posição no ranking mundial.A população está distribuída irregularmente pelo território paraguaio, a maior parte dos paraguaios vive na região oriental. No Gran Chaco, que ocupa 60% do território, vivem apenas 2% da população. 94% da população com mais de 15 anos é alfabetizada.A grande maioria do povo paraguaio professa a religião católica apostólica romana, isto se deve ao processo de evangelização realizado pelos missionários junto à população indígena e aos outros habitantes do país durante os séculos XVI, XVII e no início do século XVIII. Há também pequenos grupos de protestantes, judeus e muçulmanos. O Paraguai é um país bilíngüe, o idioma oficial é o espanhol, mas a grande maioria da população também fala o guarani. Nas zonas rurais, três em cada quatro pessoas usam o idioma guarani para comunicar-se regularmente. As principais cidades paraguaias são: Asunción (Assunção, capital), Ciudad del Este, San Lorenzo, Luque, Capiatá, Lambaré, Fernando de la Mora, Limpio e Ñemby e Pedro Juan Caballero.
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SITUAÇÃO E GEOGRAFIA
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
A República do Paraguai tem fronteiras com Bolívia, Brasil e Argentina e ocupa uma superficie de 400.000 quilômetos quadrados. A capital, Assunção (com perto de 500.000 habitantes), localiza-se a beira do rio Paraguai que divide o país em duas regiões: a Região Oriental e o Charco Boreal também conhecido como a Região Ocidental.
FLORA E FAUNA
Sem dúvida nenhuma o rio Paraguai o terceiro mais extenso da América e que divide o país em duas zonas muito diferenciadas é o centro de todo o ecossistema. Ao oeste do Chaco (o outro rio de importância do país), localiza-se uma extensa zona árida ocupando mais da metade do território do país. Pelo contrário no leste onde concentra-se a maior parte da população as terras são férteis inclusive em determinadas áreas podem ser vistos bosques de tipo subtropical, conretamente no curso do Rio Paraná, que marca a fronteira com Brasil e Argentina.
A fauna do Paraguai é muito diversa e rica, abundante em mamíferos (destacando onças e antas), répteis (como a cobra constritor) e aves.
HISTÓRIA
DADOS HISTÓRICOS
Primeiros Habitantes
Antes do descobrimento da América o Paraguai estava habitado pelos índios Guaranis, que povoaram certas zonas dos Andes e as márgens do rio Amazonas. Os meio de vida eram a caça, a pesca e a lavoura para conseguir alguns alimentos. Quando chegaram os espanhóis em 1524 ficou fundada a cidade de Assunção e transformou-se no centro do poder hispânico no sudeste de América do Sul.
A Época Colonial
Durante o século XVII grande parte da população guaraní fugiu para os bosques não ficando sobre o domínio dos espanhóis, embora os jesuítas convenceram muitos para que ficassem nas missões.
Ali 150.000 índios costruíram as suas moradas, trabalhando a terra, fazendo artesanato e instrumentos musicais tradicionais. Mesmo asssim, ficou proibido a troca de dinheiro dentro do território de caráter religioso.
Com o tempo as organizações do norte foram prosperando, situação que não agradou aos coronéis. Tanto o poder econômico quanto o religioso ameaçaram a sua autoridade e a situação tomou outro sentido. As comunidades foram saqueadas e alguns índios voltaram de novo para a selva.
A Independência
Em 1811 Paraguai declarou-se independente. Os primeiros ditadores do Paraguai tentaram tirar o país do subdesenvolvimento evitando a ajuda do estrangeiro. Durante um tempo foi considerado um dos paises com mais índice de analfabetismo de América Latina e avançava a passos gigantescos no setor econômico. Por não ter o Paraguai acesso ao mar, as suas exportações dependiam dos paises vizinhos, que aproveitavam a circunstância, o que revertiu, com a intervenção britânica, em sérios conflitos tanto internos como externos. Em 1852, os brasileiros derrubaram o ditador Rosas e penetraram no Paraguai. Isto provocou a guerra da Tríplice Aliança, que este país lutou contra Argentina, Uruguai e Brasil. Ao final da guerra quase toda a população paraguaia estava exterminada.
Vários ditatores chegaram ao poder até 1954, em que Alfredo Stressner ocupou o cargo supremo do país. Stressner praticou um regime brutal e repressivo, sempre dependente dos Estados Unidos. Finalmente, depois de muitos anos a pressão interna acabou com o regime, tomando a direção o general Andrés Rodríguez. A partir de então, a situação econômica melhorou a passos lentos e produziu0 alguma reforma, a nível político. No ano de 1993 foi eleito presidente, de forma democrática, Juan Carlos Wasmosy, que deu um certo impulso ao desenvolvimento do país.
ARTE E CULTURA
Se tem alguma coisa a destacar das manifestações culturais do Paraguai esta é a sua música. Apesar de suas origens encontrarem-se nos rítmos espanhóis, com certas influências africanas e brasileiras, a música paraguaia cativa de imediato a quem escutar. A guitarra junto com o arpa, são os principais istrumentos. Entre os compositores de importância distingue-se Agustín Barrios (falecido em 1944), com obras únicas e de grande qualidade e composiçao.
Quanto a dança tem que ressaltar as célebres polkas e a dança da garrafa chamada assim, pois os dançantes levam uma garrafa – ou copo com água – em suas cabeças.
A literatura sem desprezo para outros grandes literatos, tem o seu melhor representante no escritor Augusto Roa Bastos.
As últimas propostas da arte, escultura e pintura, podem ser admiradas em algumas das galerias, especialmente em Assunção. As obras de teatro vão em cena com relativa frequência.
LOCAIS TURÍSTICOS ASSUNÇÃO
Perto de 500.000 habitantes é a capital do Paraguai. Houve um tempo em que esta cidade foi a mais importante do sul do continente, porém decaiu pela sombra de Buenos Aires. A influência da colônia espanhola ainda deixa-se ver nas ruas e prédios, especialmente nas zonas perto do rio. Como lugares dignos de serem visitados destacamos o Jardim Botânico, muito próximo de Assunção. Ali, pode-se ver insetos, cobras e outros animais e plantas. Na zona do centro tem que destacar a Catedral e o Palácio do Governo, onde pode-se desfrutar umas boas vistas do rio; a Casa de Cultura Paraguaia em um belo edifício do século XIX; a Casa da Independência, que é o edifício mais antigo da capital e o Museu do Barro, com o melhor da arte moderna.
OS ARREDORES DE ASSUNÇÃO
Para quem dispõe de pouco tempo nada melhor que acercar-se a Itauguá, onde pode adquirir os famosos ñanduti (tecidos feitos por mulheres do Paraguai) e os centros de lazer de San Bernardino e Areguá todos localizados no Lago Ypacari.
Ao oeste localiza-se Caacupé o mais importante centro religioso do Paraguai e o Parque Nacional Ybycuí onde pode-se ver impressionantes bosques pluviais.
ENCARNAÇÃO
Frente a cidade argentina de Posadas, a beira do Paraná, Encarnação é o melhor ponto de partida para descobrir a interessante Reducción Jesuíta de Trinidad, a 20 quilmetos do noroeste da cidade. Em San Ignacio de Mini, também há outra importante ruina.
Para os amantes do ferrocarril tem uma locomotiva de 1870 na estação. Por último, o Mercado do Ferry oferece outra boa distração. Ali pode-se hospedar em qualquer um dos hotéis colindantes. Esta cidade conecta-se com Posadas mediante uma ponte para pedestres.
CONCEPÇÃO
É uma cidade ao norte de Assunção as márgens do rio Paraguai. O mais interessante desta cidade é o mercado, no que pode-se adquirir artigos muito curiosos.
PEDRO JUAN CABALLERO
Marca o limite entre Brasil e Paraguai, porém nao há fronteira propriamente dita, já que o limite consiste em cruzar uma rua a Ponta Porã. Em geral, a cidade nao oferece muitas possibilidades ao turista. Mas se desejar pernoitar, poderá dirigir-se ao Hotel Eriuzo; é caro mas conta com um bom restaurante.
A REGIÃO DO CHACO
A região do Chaco é uma zona aonde prevalece uma importante população indígena.
FILADÉLFIA
É a principal cidade do centro do Chaco. O melhor é ver a atividade da cidade e escutar as histórias dos seus habitantes. Aqui se encontra uma importante comunidade de menonitas, emigrados do Canadá (as outras localidades aonde pode-se ver a este seguidores das doutrinas de Memmo Simón são Loma Plata e Neu Halbstad, onde também se pode adquirir belos trabalhos indígenas).
NOVA AUSTRÁLIA
Trata-se de uma antiga colônia australiana onde respira-se um ambiente tranquilo. Poderá desfrutar das melhores comidas no campo e conhecerá gente que desfruta do tempo de forma pausada.
GASTRONOMIA
A gastronomia paraguaia oferece um inúmero de pratos gostosos e deliciosas sobremesas. A comida típica é preparada com produtos frescos e naturais, ja que é costume consumir o que coleta-se no dia. Podem-se encontrar durante todo o ano gostosas frutas frescas.
A carne junto com os pratos "subtropicais" são os mais comuns. No Paraguai encontra-se excelentes pratos preparados com milho e mandioca. Aconselhamos provar o locro, a maazmorra e o baipy, um puré quente de milho e pedaços de carne. Quanto as sobremesas não tem melhor que o baipy he, uma deliciosa mistura de milho e leite. "mate", bebida quente preparada con ervas do mesmo nome consome em quantidades industriais.
Geografia do Paraguai
Localização: centro-sul da América do Sul. Hora local: -1h. Área: 406.752 km2. Clima: tropical seco (NO e NE), tropical (centro), subtropical (S). Área de floresta: 115 mil km2 (1995).
População do Paraguai
Total: 5,5 milhões (2000), sendo eurameríndios 95%, ameríndios 3%, europeus ibéricos 2% (1996). Densidade: 13,52 hab./km2. População urbana: 55% (1998). Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 4,17 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 67,5/72 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 39 por mil nascimentos(1995-2000). Analfabetismo: 6,7% (2000). IDH (0-1): 0,736 (1998).
Política do Paraguai
Forma de governo: República presidencialista. Divisão dministrativa: 17 departamentos. Principais partidos: Colorado, coalizão Aliança Democrática (AD) (Liberal Radical Autêntico, PLRA; Encontro Nacional, EN). Legislativo: bicameral - Senado, com 45 membros; Câmara dos Deputados, com 80 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandato de 5 anos. Constituição em vigor: 1992.
Economia do Paraguai
Moeda: guarani. PIB: US$ 8,6 bilhões (1998). PIB agropecuária: 25% (1998). PIB indústria: 26% (1998). PIB serviços: 49% (1998). Crescimento do PIB: 2,8% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 1.760 (1998). Força de trabalho: 2 milhões (1998). Agricultura: Principalmente soja, algodão em pluma, cana-de-açúcar e mandioca.Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 28 mil t (1997). Mineração: calcário, gipsita, petróleo. Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco, madeireira, têxtil, vestuário, couro, petroquímica, gráfica e editorial, metalúrgica, produtos minerais não metálicos. Exportações: US$ 1 bilhão (1998). Importações: US$ 3 bilhões (1998). Principais parceiros comerciais: Brasil, EUA, Argentina, Holanda (Países Baixos) e Japão.
Defesa do Paraguai
Efetivo total: 20,2 mil (1998). Gastos: US$ 128 milhões (1998).
A GUERRA DO PARAGUAI
O Paraguai no século XIX era um país que destoava do conjunto latino-americano por ter alcançado um certo progresso econômico autônomo, a partir da independência em 1811. Durante os longos governos de José Francía (1811-1840) e Carlos López (1840-1862), o analfabetismo havia diminuído significativamente no país e haviam surgido fábricas -- inclusive de armas e pólvora --, indústrias siderúrgicas, estradas de ferro e um eficiente sistema de telégrafo. As "estâncias da pátria" (unidades econômicas formadas por terras e instrumentos de trabalho distribuídos pelo Estado aos camponeses, desde o governo Francia) abasteciam o consumo nacional de produtos agrícolas e garantiam à população emprego e invejável padrão alimentar.
Nesse quadro de relativo sucesso socioeconômico e de autonomia internacional, Solano López, cujo governo iniciou-se em 1862, enfatizou a política militar-expansionista, a fim de ampliar o território paraguaio. Pretendia criar o "Paraguai Maior", anexando, para isso, regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil (como Rio Grande do Sul e Mato Grosso). Obteria, dessa forma, acesso ao Atlântico, tido como imprescindível para a continuação do progresso econômico do país.
Usando como pretexto a intervenção brasileira no Uruguai e contando com um exército bem mais numeroso que o do oponente brasileiro, Solano López tomou a ofensiva ao romper relações diplomáticas com o Brasil, em 1864. Logo depois, como medida complementar, ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai, retendo, entre seus passageiros e tripulantes, o presidente da província do Mato Grosso, Carneiro de Campos. A resposta brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai.
Em 1865, mantendo-se na ofensiva, o Paraguai havia invadido o Mato Grosso e o Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice Aliança contra Solano López. Apesar de as primeiras vitórias da guerra terem sido paraguaias, o país não pôde resistir a uma guerra prolongada. A população paraguaia era muito menor que a dos países da Tríplice Aliança e, por maior que fosse a competência do exército paraguaio, a ocupação militar dos territórios desses países era fisicamente impossível, enquanto o pequeno Paraguai podia ser facilmente ocupado pelas tropas da Aliança.
Considerações importantes sobre a Guerra do Paraguai:
"Muitos acreditam que a Inglaterra tinha interesses nessa Guerra bem como Solano López era um "desenvolvimentista".
"É imprescindível a compreensão real daquele conflito. Nunca a Inglaterra teve interesse nessa guerra. O Brasil inclusive se encontrava de relações rompidas com essa potência européia. Quanto ao Paraguai, dizer que era um país tido com um "modelo de desenvolvimento autônomo", é desconhecer o poder dinástico da família López, que tratava o Paraguai como uma imensa fazenda e sua população como verdadeiros escravos. Havia escravidão no Paraguai e grande parte das receitas paraguaias foram gastas pelo ditador Solano López na aquisição de farto material bélico na Europa. Se houve uma potência estrangeira interessada nessa guerra, essa potência eram os Estados Unidos, cujo embaixador em Assunção, general MacMahon, não apenas incentivou as ações bélicas de Solano López, como também o acompanhou em sua fuga pelo interior do Paraguai. Por fim, aconselho a leitura do livro "Maldita Guerra", do historiador brasileiro Francisco Doratiotto, um trabalho sério que com farta documentação histórica desmente o mito de Solano López, que segundo o intelectual paraguaio Guido Alcála foi um verdadeiro precursor de Adolf Hitler"
História do Paraguai
O Paraguai é um dos menores países da América Latina, com uma área de 406.752 km², tem um território menor que o Estado brasileiro de Minas Gerais. Sua população também não é grande, tendo por volta de 6 milhões de habitantes, formado basicamente por eurameríndios, guaranis e europeus, que se concentram nas cidades de Assunción (Capital do país, com quase 600 mil habitantes), Ciudad del Este, San Lorenzo, Luque e Capiatá. O Paraguai assim como a Bolívia, não tem saída para o mar. Tem grande potencial hidroelétrico, tendo o Rio Paraguai como sua via comercial mais importante. Grande parte do território paraguaio é formada por solos férteis, favoráveis à agricultura e à criação de gado. As planícies ocidentais possuem depósitos de petróleo e de outros minerais. Apesar de seus recursos, o Paraguai é um dos países mais pobres. A pequena população, a falta de porto marítimo e a instabilidade política são alguns dos fatores que dificultaram o seu desenvolvimento.Os índios guaranis, os primeiros habitantes do Paraguai, viviam da caça, da pesca e da agricultura de subsistência. Suas maiores aldeias situavam-se nas imediações da região onde hoje se localiza Assunção. Aleixo Garcia, um explorador português, foi o primeiro homem branco a adentrar o Paraguai. Atravessou o país em 1524 em busca de prata.Em 1526, o navegador espanhol Sebastião Caboto subiu o rio da Prata e explorou o rio Paraná. Em 1537, Domingo Martinez de Irala tornou-se governador de todas as possessões espanholas no sul da América do Sul. Nesse mesmo ano, Irala fundou Assunção, local que passou a constituir uma base para as expedições em direção ao interior do continente. Os governadores espanhóis dirigiram de Assunção o sudeste da América do Sul até 1617, quando então Buenos Aires a substituiu como capital.Os Jesuítas fundaram sua primeira missão no Paraguai em 1609. Em cem anos, construíram 40 missões em toda a região. Durante o séc. XVIII, os jesuítas converteram 150 mil guaranis ao Catolicismo. As missões exportavam os excedentes dos produtos agrícolas, competindo com os grandes proprietários. Os padres criaram um Exército de 7 mil homens para proteger as Missões.A existência de um império jesuíta alarmou o rei da Espanha, Carlos III. Em 1767, o monarca promulgou um decreto que expulsava os jesuítas de todo o império Espanhol. Logo após esse decreto, a maioria deles viajou do Paraguai para a Itália. Com a partida dos jesuítas, a civilização que criaram começou a declinar.Em 1776, o Paraguai passou a fazer parte do Vice-Reinado do Prata, cuja capital era Buenos Aires. Em 1811, militares paraguaios depuseram o governador espanhol local e estabeleceram uma junta governativa que proclamou a independência. Em 1816, o Congresso Geral conferiu a José Gaspar Rodriguez Francia poderes absolutos para governar o país vitaliciamente. Sua política interna baseou-se na implacável perseguição aos opositores e, no plano externo, no isolamento nacional, proibindo a imigração e o comércio com outros países. Apesar do seu isolamento, o Paraguai prosperou.Francia morreu em 1840 e uma Assembléia indicou Carlos Antônio López para governar o país. López, um rico fazendeiro, era sobrinho de Francia. Em 1844, uma outra Assembléia elaborou nova constituição e nomeou López presidente. López modificou radicalmente a política de Francia. Encorajou o comércio e a imigração, tornou o ensino livre e obrigatório, e libertou os escravos negros que trabalhavam para os fazendeiros brancos. Construiu estradas e trouxe técnicos de outros países. López também fez do Exército paraguaio um dos mais poderosos da América do Sul. A constituição foi emendada de modo a permitir que seu filho, Francisco Solano López, se tornasse presidente após sua morte.O jovem López subiu ao poder em 1862. Três anos depois, tropas brasileiras intervieram em uma revolução no Uruguai. López, em parte por acreditar que a estabilidade da região do Prata estava ameaçada e também por pretender realizar conquistas territoriais, declarou imediatamente guerra ao Brasil. A Argentina recusou-se a permitir que as tropas de López atravessassem seu território para chegar ao Uruguai e, por esse motivo, López também declarou guerra à Argentina.A revolução no Uruguai terminou em 1865 e o Uruguai aliou-se à Argentina e ao Brasil, formando a Tríplice Aliança. Depois de cinco anos de combates, a guerra terminou com a derrota completa das tropas paraguaias e a morte de Solano López. O Paraguai foi totalmente devastado e mais de 75% de sua população masculina morreu na guerra. A população do país passou de mais de 1 milhão para 221 mil durante esses cinco anos. O Paraguai nunca se recuperou dos prejuízos que sofreu nesse período.Em 1870, o país adotou uma nova constituição, mas as lutas pelo poder, sobretudo entre grupos rivais do Exército, impediram seu desenvolvimento. A descoberta de petróleo na região do Chaco foi o motivo da guerra do Paraguai com a Bolívia que se iniciou em 1932. A Guerra do Chaco durou três anos, tendo começado com choques fronteiriços. O acordo definitivo de paz, assinado em 1938, deu ao Paraguai cerca de três quartos da área em disputa, aproximadamente 237.800 km2.Em 1947, o Paraguai foi tomado por uma guerra civil, quando forças rebeldes insurgiram-se contra o presidente Higinio Moríñigo, que governava ditatorialmente o país desde 1940. Os rebeldes foram derrotados, mas os colorados, que apoiavam Moríñigo, dividiram-se em dois grupos rivais. Oficiais do Exército do grupo que se opunha a Moríñigo o forçaram a abandonar o país. Seu candidato, Juan Natalício González, compareceu sozinho às eleições presidenciais de 1948. Depois de alguns levantes, o grupo colorado rival, liderado por Frederico Chaves, tomou o poder em 1950. Chaves, na condição de candidato único, foi eleito presidente em 1953. No ano seguinte, a facção do Partido Colorado que originalmente apoiava Moríñigo recebeu o apoio do Exército e obrigou Chaves a renunciar. O general Alfredo Stroessner, comandante das Forças Armadas, assumiu o poder em maio de 1954 e foi confirmado na Presidência por meio de eleições realizadas em julho, quando concorreu como candidato único.Em 1957, o governo aceitou sugestões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para estabilizar a moeda paraguaia e desenvolver o seu comércio. Stroessner foi reeleito seis vezes presidente do país, permanecendo no poder até 1989, quando foi derrubado por um golpe militar liderado pelo general Andrés Rodriguez Perdotti.O general Rodriguez, do Partido Colorado, foi eleito presidente ainda em maio de 1989. Sucedeu-lhe Juan Carlos Wasmosy (Partido Colorado), eleito em 1993. O assassinato do general Ramón Rosa Rodriguez, chefe do serviço antidrogas, causou um conflito político no Paraguai. Além disso, a aprovação da lei que proibia manifestações dos militares colocou em choque o governo e o comandante do Exército, general Lino Oviedo.Em 1995, entrou em vigor o tratado do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Nessa época, a situação política e econômica do Paraguai não era nada favorável. Em 1996, o então presidente Wasmosy enfrentou duas greves gerais contra sua política neoliberal, manifestações a favor da saída do Paraguai do Mercosul e uma tentativa de golpe de Estado liderada por Oviedo.Em 1997, parte do Partido Colorado pediu o impeachment de Wasmosy. Lino Oviedo lançou sua candidatura à Presidência e acusou levianamente o governo de ser covarde e corrupto. Suas declarações levaram Wasmosy a ordenar sua prisão por indisciplina. Em 1998, sua detenção foi prolongada por mais dez anos, devido à tentativa de golpe em 1996, e sua candidatura à Presidência foi anulada.Os colorados substituíram Oviedo por Raúl Cubas, que ganhou as eleições com 54% dos votos, em maio de 1998. Cubas tomou posse em agosto e libertou Oviedo com um decreto que comutava sua pena de dez anos para os três meses já cumpridos. O Congresso protestou contra o decreto e anulou a decisão de um tribunal militar extraordinário que havia inocentado Oviedo, mas este continuou em liberdade devido ao decreto de Cubas. Em dezembro de 1998, o Congresso considerou o decreto inconstitucional e decretou a prisão de Oviedo por dez anos.No início de 1999, a crise mundial que atingiu o Brasil deixou o Paraguai numa situação difícil. Com o real valendo menos do que o dólar, acabaram-se as compras feitas por brasileiros em Ciudad del Este, e os paraguaios começaram a comprar produtos mais baratos no Brasil. As vendas de Ciudad del Este, que eram responsáveis por um terço do PIB paraguaio, diminuíram em até 60%, e o Brasil, responsável por 40% das exportações paraguaias, praticamente não comprou nada naquele período.Além da crise econômica, o Paraguai passou a sofrer também as conseqüências políticas do assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, a prisão em regime misto do general Lino Oviedo - que se entregou à Justiça - e a aprovação do processo de impeachment do presidente Raúl Cubas.A solução para esse entrave político foi dada pelo Brasil e pela Argentina. Raúl Cubas renunciou e veio para o Brasil, e o general Oviedo foi para a Argentina. Assumiu o governo o presidente do Senado, Luis González Macchi, com a tarefa de discutir problemas como a privatização dos serviços públicos, além de ter de encontrar uma solução para a crise paraguaia.O governo paraguaio pediu a extradição do ex-general Lino Oviedo, a fim de julgá-lo por seu suposto envolvimento no caso do assassinato de Argaña. A recusa da Argentina em extraditá-lo gerou uma crise diplomática. Da mesma forma, o Uruguai negou-se a extraditar o aliado de Oviedo acusado de corrupção, o ex-ministro da Defesa Jose Segóvia.Em 2000, uma nova tentativa de golpe de Estado foi debelada. O governo acusou Oviedo pelo ocorrido. Este foi preso por policiais brasileiros em Foz do Iguaçu, no Paraná, e passou a aguardar sua extradição em Brasília. Em 2001, o Paraguai negociou com o Brasil a extradição de Oviedo, do ex-presidente Cubas, acusado de desviar uma grande quantia em dinheiro, e de Stroessner, asilado em Brasília, mas teve seu pedido negado.Em fevereiro de 2002, Raúl Cubas voltou ao Paraguai e entregou-se à Justiça. O ex-presidente irá responder a processos por homicídio, associação criminosa, lesões graves e crimes de natureza econômica. Luis Cubas, irmão de Raúl, disse que ele tomou essa decisão por ter passado a confiar na Justiça. Em julho desse ano, Gonzáles Macchi decretou estado de emergência depois que ocorreram protestos violentos pedindo sua renúncia na capital, Assunção, e em Ciudad del Este. Em setembro de 2002, Oviedo foi novamente acusado de envolvimento em uma tentativa de depor Macchi. O Itamaraty advertiu Oviedo de que ele poderá ser expulso caso continue apoiando, em território brasileiro, um golpe contra o presidente paraguaio. Em dezembro do mesmo ano, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment do presidente Macchi, acusado de corrupção, desvio de dinheiro público e má gestão do país. O processo foi votado em fevereiro de 2003 pelo Senado, mas a oposição não reuniu número suficiente de votos para destituir Macchi.Em abril de 2003, Nicanor Duarte, do Partido Colorado, venceu as eleições presidenciais. Ele assumiu em agosto, prometendo combater a impunidade, o crime organizado, a pirataria e a lavagem de dinheiro, além de moralizar a administração pública, fortalecer o Mercosul e derrubar o desemprego, que atingia, em 2003, 16% da população paraguaia. Depois de passar o cargo ao sucessor, o ex-presidente Macchi foi impedido pela Justiça de sair do país devido a acusações de corrupção. Em janeiro de 2004, rumores de que criminosos planejavam um atentado contra o presidente fizeram a segurança de Nicanor Duarte redobrar a vigilância.
Perfil Econômico do Paraguai
PIB: US$ 6 bilhões
PIB per capita: US$ 1.340
Inflação: 20%
Industrias Principais: Soja, algodão, madeira, carne e cana de açúcar.
Maior Parceiro Econômico: Brasil e Argentina
Cultura do Paraguai
A música paraguaia é bem curiosa - apesar de que a maior parte da população ainda fala a língua nativa, a origem da música é européia, e não contém influencia argentinas ou brasileiras.
O violão é o instrumento popular do país e os ritmos populares são a polca, guarania e a cachaca. Agustín Barrios (1885-1944) é a figura mais conhecida da música paraguaia, obtendo destaque no meio nacional e internacional. No âmbito literário, Augusto Roa Bastos, figura internacional da literatura, é o grande destaque.
Pratos compostos de carne e grãos (particularmente o milho) são os preferidos no país. O churrasco é muito popular e este esta normalmente acompanhado de mandioca. Os pratos tradicionais mais conhecidos são o locro, puchero, soyo e chipa so'ó. A chipa, é o salgado local mais popular do país e sua capital é a cidade de Barrero.
Dinheiro e Custos
Moeda: Guaraní
Acomodação básica: US$ 5-10
Hotel Moderado: US$ 10-20
Hotel de Primeira Linha: US$ 20 ou mais
Refeição Básica: US$ 2-5
Refeição Moderada: US$ 5-10
Restaurante de Primeira Linha: US$ 10 ou mais
O Paraguai é um país mais barato que a Argentina ou Uruguai, mas mais caro do que a Bolívia. Viajantes que gastam pouco podem esperar um gasto de US$ 15 diários, e aqueles que procuram uma melhor refeição e um pouco mais de conforto devem gastar de US$ 20-35 por dia.
Quando Ir
O clima esta bem distribuído durante o ano todo, sendo Julho o mês mais frio do ano. As chuvas não atrapalham e a região mais chuvosa se encontra na fronteira com o Brasil.
Chegando lá e saíndo de lá
Assunção é uma cidade de fácil acesso no tráfego aéreo do continente. Existem vôos diários para o Brasil ( São Paulo e Rio), Argentina ( Buenos Aires), Chile ( Santiago) e outras cidades importantes. Também pode-se chegar ao país com certa facilidade por terra, pelo Brasil( via Cidade do Leste) e a Argentina ( via Posadas).
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